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Elon Musk ordenou a redução da velocidade de uma versão militar do Starlink utilizada pela Ucrânia, prejudicando operações com drones de ataque e interceptação. A medida, iniciada em 14 de outubro, provocou preocupação em Kiev e confusão no governo de Donald Trump, segundo o The Wall Street Journal.

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A decisão ampliou as tensões entre Washington e Kiev e levantou dúvidas sobre o papel do governo americano na restrição. Enquanto autoridades divergem sobre o envolvimento de Trump, as forças ucranianas tentam esclarecer quando terão acesso normal à rede.

Musk afirmou que limites de velocidade ou uso são decididos pelos militares dos EUA e, em última instância, pelo presidente. Casa Branca nega conhecimento. – Imagem: FotoField/Shutterstock

Restrição afeta operações militares

O limite imposto à conexão via satélite comprometeu o uso de drones ucranianos em ataques contra posições russas e na interceptação de ameaças aéreas. Autoridades da Ucrânia também afirmaram que a mudança permitiu que mísseis russos escapassem de suas defesas.

A restrição ocorreu em meio a críticas de Trump e Musk ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Os dois demonstraram irritação com ataques a refinarias russas de diesel. Trump atribuiu às ofensivas a alta dos preços da energia, embora analistas citados na reportagem apontem que a guerra no Irã teve impacto maior.

Em 10 de outubro, quatro dias antes de os operadores ucranianos relatarem problemas com o Starlink, Trump havia criticado Zelensky por atacar instalações de combustível na Rússia. Musk reagiu a um vídeo das declarações publicado pela Casa Branca no X: “Zelensky foi longe demais”.

Segundo pessoas ouvidas pelo Wall Street Journal, Musk conversou com Trump sobre a restrição. Uma delas afirmou que a conversa ocorreu antes da decisão. Outros funcionários americanos, porém, disseram acreditar que o empresário agiu por conta própria.

Governo americano nega envolvimento

A falta de clareza sobre quem autorizou a mudança levou a Casa Branca a investigar informalmente o caso. Representantes da SpaceX também procuraram integrantes do governo para alinhar o entendimento sobre a decisão e a comunicação pública.

Horas depois de a restrição se tornar conhecida, Musk publicou no X: “Quaisquer limites de velocidade ou uso são decididos pelos militares dos EUA e, em última instância, pelo presidente dos Estados Unidos”.

Na segunda-feira, Trump afirmou não saber quem havia determinado a redução. “Gostaria de descobrir”, disse.

Na quarta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou que o governo tivesse solicitado a medida. “Não houve conhecimento prévio”, declarou durante uma visita à Índia. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também disse que o Pentágono não havia emitido ordens para retirar recursos da Ucrânia, mas ressaltou que a SpaceX pode decidir sobre seus próprios termos de serviço.
Os terminais de satélite da Starlink são fundamentais para a navegação e controle de drones militares na frente de batalha. Imagem: Reprodução/Twitter @Aerorozvidk
Kiev aguarda esclarecimentos
A Ucrânia ainda buscava respostas sobre o alcance da restrição. Na terça-feira, Denys Sienik, principal diplomata ucraniano em Washington, afirmou que o país aguardava uma posição oficial do Pentágono e da SpaceX para entender o que havia acontecido e se o serviço seria restabelecido.
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O especialista militar Michael Kofman, da Carnegie Endowment for International Peace, disse que as limitações continuavam prejudicando as operações ucranianas. Segundo ele, a conexão disponível estava abaixo de 130 km/h, diante de um limite citado de 160 km/h para drones de ataque e interceptação. Como esses valores são incomuns para descrever conexões, a unidade de medida merece conferência no texto original antes da publicação.
O caso também envolve acusações de Zelensky de que os Estados Unidos teriam interrompido temporariamente o compartilhamento de informações de inteligência com a Ucrânia. Autoridades americanas negaram a denúncia.
Entre os principais desdobramentos estão:
- Impacto operacional: a limitação do Starlink dificultou o emprego de drones em missões de ataque e defesa.
- Divergência política: fontes ouvidas pelo jornal discordam sobre o conhecimento prévio de Trump e o grau de envolvimento do governo.
- Dependência tecnológica: a Ucrânia precisa de esclarecimentos da SpaceX e do Pentágono sobre a continuidade do serviço.
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O impasse evidencia como o acesso a uma rede privada de comunicação pode afetar operações militares. Para a Ucrânia, esclarecer as condições de uso do Starlink é essencial para avaliar a capacidade de manter suas ações na linha de frente.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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Tags: Elon Musk spaceX starlink ucrânia


