São Paulo – Uma vacina contra a malária vivax desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a indústria farmacêutica Cristália, recebeu, nesta quinta-feira (15/10) o aval para ser testada em humanos.A malária vivax é o tipo mais comum da doença e não existe nenhum imunizante no mundo contra essa versão da doença. O aval para os testes em humanos foi concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme a resolução nº 3.956, publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro.Próximos passosAgora, a formulação entra em estudos clínicos de fase 1, que vão avaliar a segurança, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular a produção de anticorpos, ou seja, a resposta imunológica.Testes em humanosO protocolo prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, sem infecção prévia por malária. A seleção começa em novembro deste ano. Serão avaliados grupos que receberão a vacina e placebo (imunizante sem o princípio ativo), em um esquema de três aplicações, com intervalo de 28 dias entre elas. Os voluntários então serão acompanhados durante um ano. Leia também São PauloLadeira abaixo: caminhão quase acerta ciclista ao perder o controle em SP BrasilMaioridade penal: governo reconhece debate, mas vê “chantagem” da oposição São PauloLinha 5-Lilás: passageiros passam mal após uso de spray de pimenta em trem SaúdeAnvisa alerta que ivermectina não funciona no tratamento do câncer Se a fase 1 correr bem, a vacina seguirá para as etapas 2 e 3 dos testes clínicos, realizadas com um número maior de voluntários, sendo a previsão de que participem cerca de 300 pessoas no Brasil, principalmente na Amazônia, e de que, posteriormente, o estudo envolva outros países. Somente ao final de todo esse processo, sem prazo para conclusão, será feito o pedido de registro na Anvisa para a produção em larga escala e comercialização.Malária no BrasilNo Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram 118.037 casos contraídos em 2025, uma queda de 15% com relação ao ano anterior. Mais de 95% dos casos estão concentrados na região amazônica, onde o enfrentamento da doença sofre com desafios de acesso ao diagnóstico, ao tratamento e às ações de prevenção. De acordo com informações do governo federal, o Brasil tem a meta de interromper a transmissão local da doença até 2035.







